Psicografando a dor
 
O dia a mais é o dia a menos
a noite tranquila
desconhece o tormento
da mente que perambula pelas vielas
observando as notícias e não novelas
eis aqui um corpo
que carrega uma vida
a história de alguém
o coração nunca mais bateu
os olhos nunca mais abriram
aquele corpo que já foi abrigo
e o abraço quente de alguém
agora é gélido
morto
embaixo da terra
para nunca mais acordar
a pessoa que sempre esteve ali
agora não mais está
houve um momento em que foi o último
o piscar final dos olhos
último batimento cardíaco
última respiração
ninguém sabe
hoje estou
amanhã não
nada restou
as mãos gélidas
do corpo sem vida
enterrado num buraco primitivo
adubando o solo
fui o amor de um
fui o filho de outro
o neto daquele
o funcionário exemplar
mas no dia seguinte a empresa abriu
a avó levantou e passou o café
e de quem eu era amor
hoje sou lembrança 
amanhã talvez
depois eu não sei.
 
Thábata Piccolo
 
Curitiba, Primavera 2025 

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Abrir mi corazón...


Decido nuevamente abrir mi corazón
a la llegada del amor
despejando aquel dolor de lo pasado
y abrir mis ventanas
otra vez a la ilusión,
a la esperanza, a la pasión,
dejando aquel pasado en un costado...



Decido nuevamente abrir mi corazón
permitiéndome la llegada
de ese hermoso sentimiento,
que me completa, que es mi cimiento,
que me da vida, que es mi alimento...



Decido nuevamente abrir mi corazón
porque creo firmemente en el amor
sin importar las consecuencias
que ésto implique...
vacío, tristeza, soledad
o tantas ganas de llorar...
porque en el amor,
nos guste o no,
el dolor también existe...



Y no me importa, a pesar de ésto
te estoy abriendo de nuevo corazón,
ya pronto volverás a latir intensamente,
amando como ayer, profundamente
y serás nuevamente felíz,
tanto o más de lo que fuiste
al recuperar toda esa magia que perdiste...



Decido nuevamente abrirte, corazón,
mirando como siempre hacia adelante,
para darte como solo sabes darte,
intensa, sincera, dulcemente,
con amor, sin ningún temor
e inocencia al entregarte...


Laly Zayas