embora todos os dias
os anjos cantem em meus ouvidos
que nós caminhamos juntos na eternidade
Nessa vida eu fui gentil
lhe emprestei a outra pessoa
para que você curasse o mal
que almas desatentas causaram
meu anjo na Terra
Finalmente decido crer
que você também me emprestou
para que eu levasse a luz
aos corações pertencentes a escuridão
e pregasse boas palavras em mentes vazias
Nesse meu caminho solene
as harpas tocam acompanhando meu andar
as silhuetas trascendem tudo aquilo que não podemos enxergar
no final da trilha você sempre estará
um leve aceno para que os anjos possam me guiar
É por isso que você sempre sorri
e teus olhos brilham tanto quanto o mar coberto pelo sol
nós sabemos que a estadia aqui é curta
nossos laços se solidificam
eu sou a cura, tu é a cura.
Amo-te.
Thábata Piccolo
Curitiba, Primavera 2024



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